Porque acumular merda na cabeça não faz bem a ninguém...
Acerca de mim
- anormal
- Não me chamaria esquizofrénico...mas tenho uns quantos de heterónimos!
Mostrar mensagens com a etiqueta Morte. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Morte. Mostrar todas as mensagens
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
Silêncio que se vai contar o fardo...
Etiquetas:
dúvidas,
escuro,
existencialismo,
filosofia,
imortalidade,
infinito,
medo,
Morte,
Universo,
VIDA
segunda-feira, 8 de abril de 2013
O que for, quando for, é que será o que é.
Quando Vier a PrimaveraQuando vier a Primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.
Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma
Se soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.
Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.
Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.
Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma
Se soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.
Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.
Alberto Caeiro, in "Poemas Inconjuntos"
Etiquetas:
alberto caeiro,
fernando pessoa,
Morte,
primavera
quarta-feira, 6 de julho de 2011
X escreve direito por linhas tortas

Deus é aquilo que na Ciência normalmente se designa por X, o que está para lá da nossa compreensão.
É muito mais fácil chamar X a tudo e não nos preocuparmos em percebê-lo.
É ainda mais reconfortante substituir o X por um senhor de longas barbas brancas, sandálias e túnica.
É quando confrontados com a Morte (esse grandessíssimo X) que a maior parte de nós e mesmo os grandes cientistas e até os mais acérrimos ateus, resolvem fazer a substituição.
Até encontrarmos a fórmula resolvente, valha-nos X.
Subscrever:
Mensagens (Atom)